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domingo, 28 de abril de 2013

Bingo Pernambucano 2013

Para o bem do futebol nenhuma das duas vagas na final do Campeonato Pernambucano 2013 foi preciso recorrer aos novos critérios de desempate. A Federação Pernambucana de Futebol resolveu inventar moda e utilizou como critério de desempate a quantidade de cartões vermelhos e amarelos além do famigerado sorteio para decidir a vaga, eu sinceramente não sei porquê os cartolas da FPF imaginaram que essas seriam formas mais justas de decidir uma classificação em detrimento da cobrança de pênaltis ou levar em consideração a classificação das equipes na primeira fase, quem fez a melhor campanha joga por dois resultados iguais.

É GOL!!!

Vamos analisar primeiro a "regra dos cartões", segundo consta no regulamento havendo dois resultados iguais (dois empates iguais ou vitórias com mesmo saldo para ambos os lados nos dois jogos) o primeiro critério de desempate é o número de cartões vermelhos que cada clube recebeu no confronto, quem tiver menos cartões avança de fase, se ocorrer novo empate a vaga será de quem recebeu o menor número de cartões amarelos. Essa regra além de não ter lá muita justiça coloca uma pressão a mais no fraco quadro de árbitros do futebol pernambucano, era notório o medo/apreensão dos árbitros para dar cartões, não tinha nem 10 minutos de jogo e Martinez do Náutico deu uma entrada duríssima em Jefferson Maranhão, jogada essa que é determinação da FIFA que seja punida com amarelo (carrinho com as travas da chuteira pela frente) e da forma que foi cabia, e muito bem, um cartão vermelho, mas o juíz só deu a falta e isso foi só um exemplo. Faltas fazem parte do jogo, com essa regra aquela falta que o seu zagueiro fez para parar um contra-ataque pode valer tanto quanto o gol que ele recorreu à uma ação faltosa para evitar. "Ah, mas fazer falta é errado" É errado e, apesar de muitas vezes não ser, deve ser punida com uma advertência em campo, não uma perda de classificação.

BINGO!
Para piorar tudo se houver empate no número de cartões vermelhos e amarelos a vaga será decidida num sorteio. ISSO! A classificação do seu clube pode depender da sorte. Quando eu fiquei sabendo dessa regra eu imaginei que os cartolas da FPF devem achar que pênalti é sorte (o que não é!) e já que é tudo sorte eles resolveram ganhar tempo com um sorteio ao invés de algumas cobranças de penalidades. Eu imagino o circo: o presidente da FPF entrando em campo com um globo de bingo para decidir quem vai para a final. Patético, não?

Felizmente não vimos isso nas semifinais do Pernambucano. O Sport passou do Ypiranga com duas vitórias, sem discussão. O Santa Cruz se classificou na regra dos gols fora, que eu repito: é outra idiotice, mas se classificou na bola, apesar da arbitragem desastrosa do Sr. Gilberto. Justo ou não (eu acho que o Náutico merecia se classificar, foi mais time nos dois jogos) pelo menos as classificações de Sport e Santa, que fazem a 3ª final consecutiva, se decidiram com a bola rolando. Pelo menos na final a FPF não inventou nada, teve essa novidade de terceira partida em caso de resultados iguais, mas isso eu não acho ruim.

domingo, 14 de abril de 2013

Copo meio cheio

Depois de uma sequência tenebrosa de jogos que terminou com o time visivelmente andando em campo contra o Ypiranga, finalmente chegou ao fim a era Vágner Mancini nos Aflitos. Depois de ser humilhado pelo Crac em Catalão com o fraco Levi Gomes no comando, contrariando a Lei de Tiririca ("Pior que tá não fica"), o substituto foi escolhido. Trata-se de Silas, que fez um excelente trabalho no Avaí, mas que não teve grandes sequências em outros clubes. Entre os nomes que o Náutico podia pagar, um dos melhores possíveis.

Silas no Avaí

De cara, ele não terá uma missão das mais fáceis. Tirar a diferença de 2 gols pela Copa do Brasil para evitar um vexame e encarar o Santa Cruz, que é a equipe mais "redonda" da competição, nas semifinais do Pernambucano. A questão é: mesmo terminando na frente e com um elenco mais caro, o Náutico não é tratado como favorito no confronto. Além disso, desde que o sistema de semifinais foi implementado no estadual, quem passou por clássico nas semifinais não foi campeão. Dá pra reverter isso e chegar forte numa decisão depois de 3 anos? É difícil, mas sim.

As semifinais do estadual começam, na prática, para o Náutico na quinta-feira diante do Crac. Caso o time consiga uma virada ou até seja eliminado jogando um bom futebol, a confiança (a palavra mais importante para o time nessa reta final de campeonato) começa a voltar e isso será vital para um bom desempenho alvirrubro no jogo de ida no Arruda. E lá, é importante demais segurar o Santa pra decidir a sorte nos Aflitos, onde Silas terá uma semana sem jogos pra conhecer melhor o elenco e tentar corrigir os vários erros de posicionamento que Mancini deixou como legado.

 Silas no Náutico

Em 2012, o time não conseguiu nada disso com Gallo (não reverteu a vantagem que o Fortaleza abriu no jogo de ida, nem passou de fase nas semifinais do Pernambucano), porém, o time era bem pior e a situação bem mais complicada (depender de Siloé e Rodrigo Tiuí para fazer os gols é algo muito triste). Dessa vez, Silas terá a sua disposição a volta de Maranhão para solucionar os problemas da lateral-direita (VOLTA PRO MEIO AUREMIR!), espero que tenha a sorte de contar com Jean Rolt na zaga e o bom senso de barrar Felipe no gol.

O momento é de dar um passo de cada vez, sem cair em desespero e fazer dessa primeira (e importante) semana de trabalho de Silas, o início da retomada de um caminho que parecia perdido.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Castigo

No momento em que Sandro Meira Ricci apitou para o início do clássico de ontem na Ilha, a confiança que eu tinha nos dias antecedentes ao jogo simplesmente sumiu. Passei a achar que um empate não era má idéia e, acreditem, isto não tinha nada a ver com o restrospecto recente do Náutico na casa do Sport ou por achar o time do Sport superior. O que ocasionou a falta de confiança? A escalação, pois constatei que tínhamos os seguintes problemas de última hora pra resolver.

- Ausência de Maranhão e entrada de Auremir: Perdemos nossa principal válvula de escape pelos lados do campo e mais uma vez Auremir entrou na lateral, continuando seu processo de fritura.
- Ausência de Jean Rolt e entrada de Luís Eduardo: Perdemos nosso melhor zagueiro e entramos com um zagueiro bastante meia boca no seu lugar. Além do fato de que o outro zagueiro (Alison) estava voltando de uma longa suspensão, sem ritmo de jogo.

Aí a pergunta, mas só isso fez tua confiança baixar? Sim, "só" isso. Essas duas importantes baixas aconteceram no dia do jogo, o Náutico entrou com uma defesa que não havia sido treinada durante a semana, ficou sem saída pelas laterais (Auremir e Douglas não são grandes apoiadores) e dependeria da fase iluminada de Rogério e Élton para arranjar alguma coisa na Ilha, além de torcer para que a má fase ofensiva do Sport continuasse.

Era torcer que uma coisa dessa acontecesse, até aconteceu, mas..

Apesar do futebol não ser uma ciência exata, depois de um tempo você já imagina como alguns jogos vão se desenrolar e o óbvio aconteceu. Toda bola aérea do Sport dava uma mini-parada cardíaca nos alvirrubros e o time não conseguia agredir porque os laterais não subiam bem, além do time mostrar mais uma vez uma lenta transição entre defesa e ataque.

Mesmo assim, mais uma vez o ataque mostrou eficiência, Rogério acertou um petardo da entrada da área e nos colocou na frente. Bastava torcer pra defesa não fazer merda, mas, em (mais uma) saída errada de Felipe do gol, Hugo logo empatou. Na medida do possível o Náutico foi segurando o Sport. Mancini corretamente tirou o opaco Vinícius Pacheco e colocou Marcus Vinícius que fez mais que VP no jogo inteiro. Deu um belo passe pra Rogério que driblou Magrão, mas chutou para fora e deu um chute perigoso de longe.

Eis que Alison saiu machucado, Martinez saiu cansado e Mancini simplesmente não teve o que fazer. Colocou o, cada vez mais sem confiança, Alemão e promoveu a estréia de Rodrigo Souto. Mesmo com tudo isso estavámos a 10 minutos de um empate, mas a cota de merda já tava prestes a estourar e estourou. Elicarlos (Porque logo tu, Eli?) optou por fazer uma proteção de bola num lance onde era só jogar a bola fora pra lateral, Lucas Lima tomou a bola e rolou para Felipe Azevedo acabar com o jogo.

Logo tu, Eli? =/

E agora? Para mim, a fase de testes do time acaba nesta quarta contra o Central em Caruaru. Depois disso, Mancini terá um bom tempo para treinar o time, a obrigação de definir de uma vez por todas seu esquema de jogo para a reta final do campeonato e corrigir os problemas que o Náutico tem, principalmente a lentidão na armação das jogadas. A partir do clássico contra o Santa, os erros de ontem não serão mais tolerados.

domingo, 17 de março de 2013

Virada rubro-negra!


Justiça. 

Essa palavra descreve bem o que foi o Clássico dos Clássicos hoje na Ilha do Retiro. O Sport conseguiu uma vitória importantíssima e merecida. Foi melhor durante grande parte dos 90 minutos de jogo, envolveu o, ainda, líder isolado do campeonato em todos os aspectos da partida e saiu premiado com uma vitória de virada.

O Sport começou a partida imprimindo seu ritmo como deveria ser, afinal jogava em casa, teve a chance de abrir o placar numa boa jogada do ataque leonino que terminou com um "peixinho de peito" de Rithelly para uma boa recuperação do goleiro alvirubro Felipe que tirou a bola em cima da linha. Alguns minutos depois, na primeira chegada ofensiva do clube alvirubro, Rogério recebeu na entrada da grande área e acertou um belo chute no ângulo direito de Magrão, que a meu ver poderia ter pegado a bola, mas enfim... 1x0 Náutico. Depois disso o Sport passou alguns minutos para assimilar o gol tomado, aquele velho apagão conhecido do time, mas para o bem do Leão a zaga vinha fazendo a sua parte e após alguns minutos de domínio da posse de bola para o Náutico e muitos erros ofensivos do Sport o rubro-negro voltou aos trilhos. Atacou, foi pra cima, enquanto lá atrás Gabriel, Maurício e Tobi seguraram muito bem as tentativas ofensivas do Náutico. O empate veio com um jogador que eu não quero mais ver jogando com a camisa rubro-negra, mas que eu tenho que admitir: jogou muito bem. Hugo, aproveitando o rebote numa cobrança de escanteio estufou as redes de Felipe. A torcida do Sport sentiu o coração parar no fim do primeiro tempo com uma cobrança de falta de Rogério que desviou na barreira e por muito pouco não engana Magrão.

No segundo tempo o Sport voltou jogando da mesma forma que terminou a primeira etapa. Criou várias chances de gols, mas esbarrava vezes nos próprios atacantes, vezes na zaga e no goleiro Felipe, mas não deixou de atacar nem deu espaços na defesa, foi o melhor jogo do sistema defensivo do Sport no ano sem sombra de dúvidas. O Náutico praticamente só levava perigo em bolas paradas, mas nada de muito agressivo. Felipe Azevedo acertou o travessão aos 15 minutos do 2º tempo em mais uma boa jogada do Leão. Depois disso Sérgio Guedes promoveu a entrada de Lucas Lima no lugar de Hugo, que saiu bastante aplaudido, o meio campo do Sport ganhou em velocidade e foi pra cima do Náutico de novo, até que Elicarlos foi desarmado por Lucas na ponta esquerda da área alvirubra, entrou na área e tocou voltando pra Felipe Azevedo que dessa vez não perdeu, virada rubro-negra e festa na Ilha. Daí pra frente o Sport se manteve calma, continuou não dando espaços e por pouco não amplia a vantagem com Mateus Lima. Fim de jogo na Ilha, Náutico continua líder, mas a diferença para o vice-líder Sport é de apenas 1 ponto.

No "segundo" teste de Sérgio Guedes ficou claro no jogo de hoje que o time respondeu muito melhor a ele do que a Vadão e não entro nem no mérito da motivação, mas taticamente o time foi bem melhor postado ofensivamente e principalmente defensivamente, o melhor do jogo para mim hoje foi Gabriel que ganhou todas de Elton, artilheiro do campeonato. A entrada de Cicinho deu mais força ofensiva para o Sport e a cobertura das subidas do lateral também foi muito bem feita por Gabriel e Rithelly. Não tem como apontar um jogador que foi mal porque o time como um todo jogou muito bem. Claro, ainda é muito cedo para dizer que o Sport terá sucesso com Guedes, mas já foi um começo.

segunda-feira, 11 de março de 2013

A fantástica fábrica de artilheiros

O Náutico mostrou uma significativa melhora nos últimos dois jogos. Tá certo que o time ainda mostra uma lentidão na transição de bola da defesa para o ataque, mas os grandes pontos a se destacar é que o Náutico é um time que sabe aproveitar as chances quando elas aparecem, além de estar mais equilibrado em campo.

Contra o Salgueiro, jogo amarrado até o terço final do 1º tempo, aquele jogo onde o editor de melhores momentos pega até imagem de lateral cobrado em câmera lenta para preencher espaço, eis que a zaga do Salgueiro sai errado com a bola, Rogério intercepta e acha Élton na área para fazer 1x0. Dancinhas marotas a parte, o jogo é reiniciado e o zagueiro salgueirense se atrapalha num recuo de cabeça e Rogério faz 2x0 decidindo o jogo.

Contra o Belo Jardim, história parecida. Zagueiro sai jogando errado, Rogério intercepta, puxa para a direita e chuta para fazer 1x0, começando o caminho para a vitória. Os números do ataque são bons, mesmo levando em conta o nível dos adversários, 39 gols em 13 jogos (3 gols por jogo) com Élton liderando a artilharia com 12 gols e Rogério (powered by Feijão Turquesa) com 6.

Tal fase não mostra só o bom momento ofensivo do time, mas também constata uma fama que o Náutico adquiriu nos últimos anos, num passe de mágica meros desconhecidos transformam-se em artilheiros perigosos. A grande questão é, como isso acontece?

Atacantes do Náutico: Como treinam? O que comem? O que botam na água dos Aflitos?

Para focar só nos mais recentes, temos a lista: Kuki, Felipe, Acosta, Gilmar, Wellington Tanque, Bruno Mineiro, Bruno Meneghel, Kieza e agora, Élton. Tirando o próprio Élton que já foi muito bem no Vasco e Bruno Mineiro que fez um baita Brasileirão pela Portuguesa no ano passado, os demais tiveram como grande momento nas suas carreiras a passagem pelo Clube Náutico Capibaribe.

O primeiro aspecto é que o clima do Náutico costuma ser bom, mesmo nos tempos de liseu. É muito comum alguns diretores se tornarem amigos próximos dos jogadores que passam por aqui, até Jorge Henrique, que chegou a acionar o Náutico na Justiça (caso parecido com o de Rogério), diz que quer encerrar a carreira no Náutico. Esse bom clima, alivia a pressão e resulta em confiança, item primordial para qualquer atacante deslanchar.

Além disso, hoje o clube tem como treinador de finalização, nada mais, nada menos que Kuki, o homem que conhece todos os atalhos para se ter sucesso no Náutico, desde chutes certeiros até a forma de se relacionar com a torcida. Tem se tornado comum os atacantes alvirrubros agradecerem ao baixinho alguns de seus gols.

Esse sabe das coisas

Porém, o principal motivo é que mesmo com as mudanças de técnicos durante todos esses anos, o Náutico tem um DNA ofensivo. Isso é bom para quem gosta de ver grandes jogos, mas um verdadeiro pesadelo para competições mata-mata. É comum o time, de maneira totalmente insana, partir pra cima mesmo ganhando.

Não é nada surpreendente constatar que o treinador de maior sucesso na história recente do clube (Muricy Ramalho) ser um cara conhecido pelas vitórias fazendo apenas o necessário, sem show. O normal se tratando de Náutico é que o time faça (e leve) muitos gols. Times ofensivos fazem artilheiros, mas times equilibrados conquistam títulos. Por isso, não é díficil constatar que de todos os artilheiros citados neste post, o único que conseguiu conquistar títulos para o clube foi Kuki.

 Ambos fizeram muitos gols pelo Náutico, maaaaaaaaaaaaas

E é isso que definirá as chances do Náutico, caso o time concilie a força ofensiva com certo equilíbrio na defesa, o time chega muito forte na disputa pela taça. Vágner Mancini parece saber disso e priorizou uma defesa mais forte nos últimos dois jogos com a entrada de mais um volante. O resultado foi que a meta de Felipe não foi vazada e o time não perdeu tanta força ofensiva, mesmo criando menos chances, soube aproveitar as que apareceram.

Nas próximas rodadas o Náutico deve começar a mostrar sua cara. Se vai seguir aqueles times que atacam desesperados para fazer um gol atrás do outro esquecendo da defesa ou se vai seguir o exemplo dos times de Muricy Ramalho que mostrava, acima de tudo, eficiência para conquistar um título que não vem faz tempo.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Médico ou monstro?

Depois de cumprir a obrigação e vencer o torneio de pré-temporada (também conhecido como 1º turno do Campeonato Pernambucano), o Náutico mostrou duas caras neste início de 2º turno. A questão principal é: Qual é o verdadeiro Náutico. Aquele que atropelou o Petrolina ou aquele que perdeu pro Pesqueira? Nem uma coisa, nem outra.

No jogo contra o Petrolina, o Náutico só conseguiu deslanchar mesmo no 2º tempo, quando Rogério resolveu tocar o terror. O time mostrava seus pontos fracos com o goleiro Felipe e o zagueiro Luiz Eduardo bem inseguros quando acionados. Auremir provando a cada dia que deve voltar pra volante urgentemente e um Bruno Collaço que, apesar de não estar jogando mal, não empolga. De positivo, o time funcionou bem demais do meio pra frente (SÉRIO? VOCÊ JURA? Parabéns, mestre do óbvio).

No jogo contra o Pesqueira, apesar de perder pra um time que os juniores venceram no 1º turno por 3x1 sem muitas dificuldades e que, a julgar pelo jogo dos Aflitos, conta com a torcida mais legal do campeonato (Sabe aquele jogo de 5ª série que as mães e amiguinhos vão torcer daquele jeito bem típico com gritinhos, músicas engraçadas e entusiasmo infantil? Pronto, era a torcida do Pesqueira. Simpatia gratuita). Porém, Élton continua a se mostrar matador e Rogério voltou com o capeta no couro após o sumiço. De defeito, adivinhem? Goleiro inseguro, zagueiro falhando em lances cruciais, Auremir sendo driblado facilmente no lance do 2º gol, mais do mesmo.

Única foto boa que mostra a melhor torcida do campeonato.

O caminho do Náutico para o fim do jejum de títulos passa pela capacidade de Vágner Mancini de acertar a defesa. No gol, Felipe vai continuar matando a torcida de raiva, acho Gideão um pouquinho melhor, mas não resolve o problema de que os nossos goleiros são, com muita bondade, os 4º e 5º melhores do estado. Na zaga, com a volta de Jean Rolt, a dúvida é quem vai ser o melhor companheiro de zaga entre Alison e Alemão (creio que Alison). Nas laterais, por favor Auremir VOLTE PRA SER VOLANTE, Douglas Santos já deveria ter recuperado a titularidade e Maranhão deve assumir a outra lateral. Além disso, o bom Rodrigo Souto foi contratado e deve ajudar na proteção da zaga junto com Eli e Martinez.

Auremir: Jogador de futebol, modelo, MAS VOLTA PRA LATERAL, POR FAVOR!

O ataque já temos. Élton tá subindo de produção sem Kieza e Rogério comeu feijão durante o sumiço (nem lembra aquele jogador que só chutava fraco). O último nome é que vai ser a grande incógnita pra o resto da campanha, o Náutico tem que decidir se investe o dinheiro que a saída de Kieza deixou nos cofres do clube em um meia que resolva os problemas do time ou em um atacante velocista pra jogar na ponta oposta a de Rogério pra ajudar a servir o nosso pivô Élton. Eu traria um bom atacante.

Outra grande incógnita é Vágner Mancini. Tem complicado jogos fáceis, porém levando em conta a quantidade de problemas que ele enfrentou nesse começo de trabalho (lesões de Rolt e Martinez, saída de Kieza, sumiço de Rogério), acho que ainda não dá pra cravar se ele tá fazendo um bom ou mal trabalho, mas daqui a algumas rodadas será cobrada uma evolução do time, conforme as peças forem voltando. Afinal, um time com: Gideão, Maranhão, Rolt, Alison, Douglas, Eli, Souto, Martinez, Giovanni, Rogério e Élton deve ser mais do que capaz de bater um Santa Cruz enfraquecido e um Sport em crise.