quarta-feira, 22 de maio de 2013

Olá Arena!

Depois de muita ansiedade, finalmente o novo palco do futebol pernambucano recebeu um jogo de equipes profissionais. Depois de um morno amistoso entre Náutico x Sporting, o mais importante é a avaliação do que deu certo e do que falhou para que a Itaipava Arena Pernambuco seja um sucesso em todos os termos. Portanto, sem mais delongas, vamos ao relato:

O trajeto até a Arena começou de metrô, mais precisamente na estação Prazeres na linha sul às 17:05h. Por ser uma das primeiras estações, os vagões não estavam tão cheios. A medida que a estação Recife ia se aproximando, o vagão foi enchendo, mas nada de anormal. Ao chegarmos a estação Recife, os primeiros problemas: Escadas rolantes com largura pequena e tumulto na hora de entrar no vagão sentido Camaragibe, item este que não é culpa de organização e sim da falta de educação de algumas pessoas que forçam passagem.

Estação central do Recife: Tem muito o que melhorar e não é de hoje

Agora na linha norte, os vagões estavam completamente lotados, pois a oferta de metrôs não foi suficiente devido a quantidade torcedores para um jogo desse porte aliado ao horário de pico do transporte público (18h). Na chegada à estação Cosme e Damião, um problema grave. Só tinha uma opção de escadas e a largura MUITO pequena (não passava de 3 metros). Visto o fluxo de gente, este gargalo é algo muito perigoso e deve ser resolvido com urgência.

Logo a seguir, o grande acerto da mobilidade: Os ônibus que faziam o trajeto Metrô/Arena estavam em ótima quantidade e a espera não durou mais do que poucos minutos, além do fato de que era rápida a colocação das pulseiras para uso do transporte e as filas não eram grandes. O trajeto é curto, não mais que 10 minutos até a Arena. O ônibus pára cerca de 1km depois da Arena, resultando numa caminhada de 5 minutos que é feita numa via bem iluminada e organizada.

Sua linda!

Às 18:45h, finalmente chegamos a área externa da Arena. É difícil, mesmo pra quem conhece outros estádios imponentes no país, não se impressionar com a beleza da Arena. A Arena está bem sinalizada, conta com vários profissionais espalhados pelo entorno e eles estavam bastante solícitos/informados para ajudar, resultando numa entrada tranquila.

E ao entrar, a grande emoção do dia. Ver aquele tapete verde (sim, o gramado parece saído de alguma versão de FIFA ou PES) e as arquibancadas cheias de alvirrubros foi bastante emocionante. Literalmente caiu a ficha que lá é a nossa nova casa e que aquele momento significava o início de uma era. A atmosfera é sensacional, o setor inferior é BEM próximo ao campo, a visibilidade é perfeita, a iluminação idem, as cadeiras são confortáveis, a acústica é foda e eu juro que não fui pago pela Itaipava para escrever isso.

Certos momentos da vida, nada substitui um PUTA QUE PARIU!

Serviços de banheiro OK (nada de muito luxo, mas para quem já foi a qualquer estádio de PE significa que é muito, mas muito melhor do que qualquer um deles), mas as filas para a lanchonete estavam muito grandes. Para se ter ideia foi gasto 40 minutos ANTES do jogo para retirar 2 refrigerantes e 1 pipoca. Acredito que quando a Arena estiver a pleno funcionamento, este problema não deverá se repetir.

Na saída, a evacuação foi bem rápida. 15 minutos depois do apito final não tinha quase ninguém do lado de fora. Como não peguei o ônibus Arena/Metrô na volta, não vou avaliar o quesito, mas a julgar pela fila que eu vi, o acerto da ida parece não ter se repetido. Na volta pelo metrô, mais problemas. O vagão que eu vinha foi atingido por pedras que estouraram janelas e feriram algumas pessoas. Além disso, algumas estações já não dispunham de ônibus às 23h, o que tornou a volta mais complicada para muita gente.

O estádio está mais que aprovado, a mobilidade ainda está ruim e o policiamento pode ser melhorado, mas apesar dos problemas, o saldo de estreia da Arena foi positivo e se um dos objetivos desse jogo era fazer com que a torcida do Náutico se sentisse em casa, pode-se dizer que a Arena conseguiu. Agora é esperar pelos próximos capítulos que serão escritos nessa nova casa.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Agora a parada ficou séria

Quase três anos depois, dois técnicos e uma quantidade absurda de amistosos inúteis jogados, finalmente uma convocação para Seleção Brasileira voltou a ser aguardada. Hoje, Felipão convocou a Seleção para a Copa das Confederações e de cara, pode-se concluir que os novinhos terão vez, sobretudo do meio pra frente.

Novinho, tá querendo o que?

Para as balizas, três acertos: Júlio César, que voltou muito bem para a Seleção, será o titular com Jefferson e Diego Cavalieri disputando a vaga de reserva imediato. Diego Alves que foi razoável na Era Mano ficou de fora, mas não será uma falta tão sentida.

Para as laterais: Daniel Alves (me recuso a falar Dani, simplesmente porque é ridículo), segue na lateral-direita mais pelo nome e ausência de bons concorrentes do que pelo futebol jogado com a camisa amarela. Jean será seu reserva e ainda tem a vantagem de poder jogar como volante. Na esquerda, nenhuma surpresa, Marcelo e Felipe Luís. Nenhuma grande ausência sentida nesse setor, ponto pra Scolari.

Na zaga, Thiago Silva é indiscutível como titular e também terá a função de ser um líder dentro do grupo, capacidade para isso ele tem e acredito que será um bom capitão pra Seleção. David Luiz (mais um que pode jogar como volante) disputará a vaga de titular com Dante que vem fazendo uma temporada fantástica no Bayern. Na última vaga, devido a queda técnica sua e do Vasco, além da demora na regularização no Cruzeiro, Dedé perdeu com justiça a corrida pra Réver. Scolari mantém seu 100% de aproveitamento.

Aí começa a bronca. Volantes: Fernando, Luiz Gustavo, Paulinho e Hernanes. Os dois últimos não tem contestação, dois grandes jogadores que vivem boa fase. Fernando é uma aposta pessoal de Felipão para a posição e não compromete, porém, Luiz Gustavo não passa de um reserva de luxo no Bayern e seguindo o critério que barrou Kaká (embora ele tenha mais chances que o meia do Real Madrid) e Alexandre Pato, não deveria estar aí. Sua vaga poderia ser ocupada por Fernandinho (Shaktar) ou Ralf (Corinthians).

O grande erro

Além do grande erro da convocação, a ausência de Ramires. A não-apresentação do ex-cruzeirense para exames médicos no amistoso contra a Inglaterra em Londres deve ter pesado (e muito) para Felipão que, na mesma oportunidade, elogiou bastante Lucas que, mesmo machucado, fez questão de estar no ambiente da Seleção. Mesmo assim, Ramires não deveria ficar de fora.

Imagem que dificilmentedeverá se repetir mais

No meio, os grandes acertos da convocação. As ausências de Kaká e Ronaldinho Gaúcho e a presença de Bernard. Kaká não tem jogado muito no Real Madrid e quando entra em jogos importantes, falta aquele sangue nos olhos para agarrar a oportunidade. Por isso na Seleção, onde também seria banco, não é viável apostar nele agora. Espero que a ausência provoque uma reflexão no meia que precisa repensar sua carreira se quiser estar na Copa do Mundo de 2014.

Já Ronaldinho, acho que Felipão, eu e quase todo mundo simplesmente cansou de dar chances pra ele na Seleção. Ficou de fora da Copa de 2010 e não aprendeu a lição. Foi eleito por Felipão nessa retomada como um possível líder do grupo e falhou tecnicamente (tomou a bola das mãos de Neymar para bater o pênalti contra a Inglaterra e perdeu) e pessoalmente (se apresentou atrasado para o último amistoso). Tá comendo a bola no melhor time do Brasil na atualidade, mas do mesmo jeito que ele teve uma mudança de atitude quando trocou o Flamengo pelo Atlético, falta essa mudança com a camisa de Seleção. Como isso ainda não aconteceu, justa a ausência.

O grande acerto

Bernard merecia a convocação faz tempo, mas sempre era atrapalhado por lesões e é o motor do belo time do Atlético. Antes a aposta nele do que num jogador, embora craque, que não joga pelo seu time ou em outro que, embora craque, está devendo com a camisa amarela. Completam o meio: Lucas, Oscar e Jádson, que vem se salvando na péssima temporada do São Paulo e tem características semelhantes a de Oscar que será o titular.

No ataque: Neymar, Fred, Hulk e Damião. Neymar é a nossa grande esperança e o grande talento dessa geração, Fred vem sendo goleador no clube e na Seleção, Hulk tem ido bem quando vem do banco e Damião venceu a corrida, com justiça, sobre Alexandre Pato que é reserva do Corinthians. Acho que a convocação foi justa e coerente nesse setor.

Avaliando tudo: 9/10 para essa convocação. Devemos ter bons testes durante a competição e o time titular, se bem treinado, não fica muito atrás de muitas seleções do mundo (na minha opinião, só de Espanha e Alemanha). Agora vamos ver o que Felipão é capaz de fazer com sua nova família.