quarta-feira, 22 de maio de 2013

Olá Arena!

Depois de muita ansiedade, finalmente o novo palco do futebol pernambucano recebeu um jogo de equipes profissionais. Depois de um morno amistoso entre Náutico x Sporting, o mais importante é a avaliação do que deu certo e do que falhou para que a Itaipava Arena Pernambuco seja um sucesso em todos os termos. Portanto, sem mais delongas, vamos ao relato:

O trajeto até a Arena começou de metrô, mais precisamente na estação Prazeres na linha sul às 17:05h. Por ser uma das primeiras estações, os vagões não estavam tão cheios. A medida que a estação Recife ia se aproximando, o vagão foi enchendo, mas nada de anormal. Ao chegarmos a estação Recife, os primeiros problemas: Escadas rolantes com largura pequena e tumulto na hora de entrar no vagão sentido Camaragibe, item este que não é culpa de organização e sim da falta de educação de algumas pessoas que forçam passagem.

Estação central do Recife: Tem muito o que melhorar e não é de hoje

Agora na linha norte, os vagões estavam completamente lotados, pois a oferta de metrôs não foi suficiente devido a quantidade torcedores para um jogo desse porte aliado ao horário de pico do transporte público (18h). Na chegada à estação Cosme e Damião, um problema grave. Só tinha uma opção de escadas e a largura MUITO pequena (não passava de 3 metros). Visto o fluxo de gente, este gargalo é algo muito perigoso e deve ser resolvido com urgência.

Logo a seguir, o grande acerto da mobilidade: Os ônibus que faziam o trajeto Metrô/Arena estavam em ótima quantidade e a espera não durou mais do que poucos minutos, além do fato de que era rápida a colocação das pulseiras para uso do transporte e as filas não eram grandes. O trajeto é curto, não mais que 10 minutos até a Arena. O ônibus pára cerca de 1km depois da Arena, resultando numa caminhada de 5 minutos que é feita numa via bem iluminada e organizada.

Sua linda!

Às 18:45h, finalmente chegamos a área externa da Arena. É difícil, mesmo pra quem conhece outros estádios imponentes no país, não se impressionar com a beleza da Arena. A Arena está bem sinalizada, conta com vários profissionais espalhados pelo entorno e eles estavam bastante solícitos/informados para ajudar, resultando numa entrada tranquila.

E ao entrar, a grande emoção do dia. Ver aquele tapete verde (sim, o gramado parece saído de alguma versão de FIFA ou PES) e as arquibancadas cheias de alvirrubros foi bastante emocionante. Literalmente caiu a ficha que lá é a nossa nova casa e que aquele momento significava o início de uma era. A atmosfera é sensacional, o setor inferior é BEM próximo ao campo, a visibilidade é perfeita, a iluminação idem, as cadeiras são confortáveis, a acústica é foda e eu juro que não fui pago pela Itaipava para escrever isso.

Certos momentos da vida, nada substitui um PUTA QUE PARIU!

Serviços de banheiro OK (nada de muito luxo, mas para quem já foi a qualquer estádio de PE significa que é muito, mas muito melhor do que qualquer um deles), mas as filas para a lanchonete estavam muito grandes. Para se ter ideia foi gasto 40 minutos ANTES do jogo para retirar 2 refrigerantes e 1 pipoca. Acredito que quando a Arena estiver a pleno funcionamento, este problema não deverá se repetir.

Na saída, a evacuação foi bem rápida. 15 minutos depois do apito final não tinha quase ninguém do lado de fora. Como não peguei o ônibus Arena/Metrô na volta, não vou avaliar o quesito, mas a julgar pela fila que eu vi, o acerto da ida parece não ter se repetido. Na volta pelo metrô, mais problemas. O vagão que eu vinha foi atingido por pedras que estouraram janelas e feriram algumas pessoas. Além disso, algumas estações já não dispunham de ônibus às 23h, o que tornou a volta mais complicada para muita gente.

O estádio está mais que aprovado, a mobilidade ainda está ruim e o policiamento pode ser melhorado, mas apesar dos problemas, o saldo de estreia da Arena foi positivo e se um dos objetivos desse jogo era fazer com que a torcida do Náutico se sentisse em casa, pode-se dizer que a Arena conseguiu. Agora é esperar pelos próximos capítulos que serão escritos nessa nova casa.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Agora a parada ficou séria

Quase três anos depois, dois técnicos e uma quantidade absurda de amistosos inúteis jogados, finalmente uma convocação para Seleção Brasileira voltou a ser aguardada. Hoje, Felipão convocou a Seleção para a Copa das Confederações e de cara, pode-se concluir que os novinhos terão vez, sobretudo do meio pra frente.

Novinho, tá querendo o que?

Para as balizas, três acertos: Júlio César, que voltou muito bem para a Seleção, será o titular com Jefferson e Diego Cavalieri disputando a vaga de reserva imediato. Diego Alves que foi razoável na Era Mano ficou de fora, mas não será uma falta tão sentida.

Para as laterais: Daniel Alves (me recuso a falar Dani, simplesmente porque é ridículo), segue na lateral-direita mais pelo nome e ausência de bons concorrentes do que pelo futebol jogado com a camisa amarela. Jean será seu reserva e ainda tem a vantagem de poder jogar como volante. Na esquerda, nenhuma surpresa, Marcelo e Felipe Luís. Nenhuma grande ausência sentida nesse setor, ponto pra Scolari.

Na zaga, Thiago Silva é indiscutível como titular e também terá a função de ser um líder dentro do grupo, capacidade para isso ele tem e acredito que será um bom capitão pra Seleção. David Luiz (mais um que pode jogar como volante) disputará a vaga de titular com Dante que vem fazendo uma temporada fantástica no Bayern. Na última vaga, devido a queda técnica sua e do Vasco, além da demora na regularização no Cruzeiro, Dedé perdeu com justiça a corrida pra Réver. Scolari mantém seu 100% de aproveitamento.

Aí começa a bronca. Volantes: Fernando, Luiz Gustavo, Paulinho e Hernanes. Os dois últimos não tem contestação, dois grandes jogadores que vivem boa fase. Fernando é uma aposta pessoal de Felipão para a posição e não compromete, porém, Luiz Gustavo não passa de um reserva de luxo no Bayern e seguindo o critério que barrou Kaká (embora ele tenha mais chances que o meia do Real Madrid) e Alexandre Pato, não deveria estar aí. Sua vaga poderia ser ocupada por Fernandinho (Shaktar) ou Ralf (Corinthians).

O grande erro

Além do grande erro da convocação, a ausência de Ramires. A não-apresentação do ex-cruzeirense para exames médicos no amistoso contra a Inglaterra em Londres deve ter pesado (e muito) para Felipão que, na mesma oportunidade, elogiou bastante Lucas que, mesmo machucado, fez questão de estar no ambiente da Seleção. Mesmo assim, Ramires não deveria ficar de fora.

Imagem que dificilmentedeverá se repetir mais

No meio, os grandes acertos da convocação. As ausências de Kaká e Ronaldinho Gaúcho e a presença de Bernard. Kaká não tem jogado muito no Real Madrid e quando entra em jogos importantes, falta aquele sangue nos olhos para agarrar a oportunidade. Por isso na Seleção, onde também seria banco, não é viável apostar nele agora. Espero que a ausência provoque uma reflexão no meia que precisa repensar sua carreira se quiser estar na Copa do Mundo de 2014.

Já Ronaldinho, acho que Felipão, eu e quase todo mundo simplesmente cansou de dar chances pra ele na Seleção. Ficou de fora da Copa de 2010 e não aprendeu a lição. Foi eleito por Felipão nessa retomada como um possível líder do grupo e falhou tecnicamente (tomou a bola das mãos de Neymar para bater o pênalti contra a Inglaterra e perdeu) e pessoalmente (se apresentou atrasado para o último amistoso). Tá comendo a bola no melhor time do Brasil na atualidade, mas do mesmo jeito que ele teve uma mudança de atitude quando trocou o Flamengo pelo Atlético, falta essa mudança com a camisa de Seleção. Como isso ainda não aconteceu, justa a ausência.

O grande acerto

Bernard merecia a convocação faz tempo, mas sempre era atrapalhado por lesões e é o motor do belo time do Atlético. Antes a aposta nele do que num jogador, embora craque, que não joga pelo seu time ou em outro que, embora craque, está devendo com a camisa amarela. Completam o meio: Lucas, Oscar e Jádson, que vem se salvando na péssima temporada do São Paulo e tem características semelhantes a de Oscar que será o titular.

No ataque: Neymar, Fred, Hulk e Damião. Neymar é a nossa grande esperança e o grande talento dessa geração, Fred vem sendo goleador no clube e na Seleção, Hulk tem ido bem quando vem do banco e Damião venceu a corrida, com justiça, sobre Alexandre Pato que é reserva do Corinthians. Acho que a convocação foi justa e coerente nesse setor.

Avaliando tudo: 9/10 para essa convocação. Devemos ter bons testes durante a competição e o time titular, se bem treinado, não fica muito atrás de muitas seleções do mundo (na minha opinião, só de Espanha e Alemanha). Agora vamos ver o que Felipão é capaz de fazer com sua nova família.

domingo, 28 de abril de 2013

Bingo Pernambucano 2013

Para o bem do futebol nenhuma das duas vagas na final do Campeonato Pernambucano 2013 foi preciso recorrer aos novos critérios de desempate. A Federação Pernambucana de Futebol resolveu inventar moda e utilizou como critério de desempate a quantidade de cartões vermelhos e amarelos além do famigerado sorteio para decidir a vaga, eu sinceramente não sei porquê os cartolas da FPF imaginaram que essas seriam formas mais justas de decidir uma classificação em detrimento da cobrança de pênaltis ou levar em consideração a classificação das equipes na primeira fase, quem fez a melhor campanha joga por dois resultados iguais.

É GOL!!!

Vamos analisar primeiro a "regra dos cartões", segundo consta no regulamento havendo dois resultados iguais (dois empates iguais ou vitórias com mesmo saldo para ambos os lados nos dois jogos) o primeiro critério de desempate é o número de cartões vermelhos que cada clube recebeu no confronto, quem tiver menos cartões avança de fase, se ocorrer novo empate a vaga será de quem recebeu o menor número de cartões amarelos. Essa regra além de não ter lá muita justiça coloca uma pressão a mais no fraco quadro de árbitros do futebol pernambucano, era notório o medo/apreensão dos árbitros para dar cartões, não tinha nem 10 minutos de jogo e Martinez do Náutico deu uma entrada duríssima em Jefferson Maranhão, jogada essa que é determinação da FIFA que seja punida com amarelo (carrinho com as travas da chuteira pela frente) e da forma que foi cabia, e muito bem, um cartão vermelho, mas o juíz só deu a falta e isso foi só um exemplo. Faltas fazem parte do jogo, com essa regra aquela falta que o seu zagueiro fez para parar um contra-ataque pode valer tanto quanto o gol que ele recorreu à uma ação faltosa para evitar. "Ah, mas fazer falta é errado" É errado e, apesar de muitas vezes não ser, deve ser punida com uma advertência em campo, não uma perda de classificação.

BINGO!
Para piorar tudo se houver empate no número de cartões vermelhos e amarelos a vaga será decidida num sorteio. ISSO! A classificação do seu clube pode depender da sorte. Quando eu fiquei sabendo dessa regra eu imaginei que os cartolas da FPF devem achar que pênalti é sorte (o que não é!) e já que é tudo sorte eles resolveram ganhar tempo com um sorteio ao invés de algumas cobranças de penalidades. Eu imagino o circo: o presidente da FPF entrando em campo com um globo de bingo para decidir quem vai para a final. Patético, não?

Felizmente não vimos isso nas semifinais do Pernambucano. O Sport passou do Ypiranga com duas vitórias, sem discussão. O Santa Cruz se classificou na regra dos gols fora, que eu repito: é outra idiotice, mas se classificou na bola, apesar da arbitragem desastrosa do Sr. Gilberto. Justo ou não (eu acho que o Náutico merecia se classificar, foi mais time nos dois jogos) pelo menos as classificações de Sport e Santa, que fazem a 3ª final consecutiva, se decidiram com a bola rolando. Pelo menos na final a FPF não inventou nada, teve essa novidade de terceira partida em caso de resultados iguais, mas isso eu não acho ruim.

domingo, 14 de abril de 2013

Copo meio cheio

Depois de uma sequência tenebrosa de jogos que terminou com o time visivelmente andando em campo contra o Ypiranga, finalmente chegou ao fim a era Vágner Mancini nos Aflitos. Depois de ser humilhado pelo Crac em Catalão com o fraco Levi Gomes no comando, contrariando a Lei de Tiririca ("Pior que tá não fica"), o substituto foi escolhido. Trata-se de Silas, que fez um excelente trabalho no Avaí, mas que não teve grandes sequências em outros clubes. Entre os nomes que o Náutico podia pagar, um dos melhores possíveis.

Silas no Avaí

De cara, ele não terá uma missão das mais fáceis. Tirar a diferença de 2 gols pela Copa do Brasil para evitar um vexame e encarar o Santa Cruz, que é a equipe mais "redonda" da competição, nas semifinais do Pernambucano. A questão é: mesmo terminando na frente e com um elenco mais caro, o Náutico não é tratado como favorito no confronto. Além disso, desde que o sistema de semifinais foi implementado no estadual, quem passou por clássico nas semifinais não foi campeão. Dá pra reverter isso e chegar forte numa decisão depois de 3 anos? É difícil, mas sim.

As semifinais do estadual começam, na prática, para o Náutico na quinta-feira diante do Crac. Caso o time consiga uma virada ou até seja eliminado jogando um bom futebol, a confiança (a palavra mais importante para o time nessa reta final de campeonato) começa a voltar e isso será vital para um bom desempenho alvirrubro no jogo de ida no Arruda. E lá, é importante demais segurar o Santa pra decidir a sorte nos Aflitos, onde Silas terá uma semana sem jogos pra conhecer melhor o elenco e tentar corrigir os vários erros de posicionamento que Mancini deixou como legado.

 Silas no Náutico

Em 2012, o time não conseguiu nada disso com Gallo (não reverteu a vantagem que o Fortaleza abriu no jogo de ida, nem passou de fase nas semifinais do Pernambucano), porém, o time era bem pior e a situação bem mais complicada (depender de Siloé e Rodrigo Tiuí para fazer os gols é algo muito triste). Dessa vez, Silas terá a sua disposição a volta de Maranhão para solucionar os problemas da lateral-direita (VOLTA PRO MEIO AUREMIR!), espero que tenha a sorte de contar com Jean Rolt na zaga e o bom senso de barrar Felipe no gol.

O momento é de dar um passo de cada vez, sem cair em desespero e fazer dessa primeira (e importante) semana de trabalho de Silas, o início da retomada de um caminho que parecia perdido.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

UCL: Espanha x Alemanha

O sentimento de todos: De olho na taça da Liga. Torcida do Borussia fazendo bonito.


Terminaram hoje as quartas-de-final da Liga dos Campeões e podemos dizer que sem zebras. Real Madrid, Barcelona, Borussia e Bayern confirmaram seus favoritismos e chegaram às semifinais, mas não podemos dizer que foi fácil para eles. 

O Real viu a classificação ameaçada, depois de vencer a primeira partida por 3x0 em Madrid e abrir o placar no jogo de volta, na Turquia, viu o Galatasaray marcar 3 vezes e coloca um ponto de interrogação na vaga espanhola, felizmente para o Real o Galatasaray não conseguiu furar mais a defesa madrilenha (até conseguiu, mas Drogba estava impedido) e a vaga foi selada com um gol de Cristiano Ronaldo já nos acréscimos. A diferença técnica entre os clubes é notória, até por isso quase ninguém apostava no Galatasaray para eliminar o Real, eu apostei nessa zebra e perdi, mas assim como os jogadores do time turco perdi de cabeça erguida afinal o time mostrou que pode sim bater de frente com o Real e que a goleada sofrida no jogo de ida foi, podemos assim dizer, um ponto fora da reta que custou muito caro.

Na Alemanha, o Borussia recebeu o Málaga em situação meio complicada visto que se tomasse 1 gol seria obrigado a vencer a partida, do contrário a vaga ficaria com o estreante espanhol devido a essa regra idiota do gol fora de casa e o pesadelo alemão se tornou realidade, o Málaga abriu o placar com Joaquin, mas com um bela passe Reues colocou Lewandovski na cara do gol e empatou a partida, no 2º tempo Eliseu, impedido, marcou mais um para o Málaga e a torcida do Borussia praticamente viu a vaga escapar em casa, mas o jogo só termina quando acaba (sério?) e no fim da partida Reues empatou o jogo e nos acréscimos Felipe Santana colocou o time alemão na semifinal com muita controvérsia, além de Felipe Santana estar impedido ao marcar o gol, no mesmo lance houve outro impedimento de QUATRO jogadores do Borussia no cruzamento de Lewandovski, o impedimento do gol em si até dá pra relevar que foi difícil, mas esse primeiro impedimento foi um absurdo de grande, mas o Borussia não tem nada a ver com isso e está nas semifinais. Desde a primeira rodada da Liga eu venho dizendo que esse time do Borussia vai fazer bonito nessa Liga e não errei desta vez, vem jogando bem desde o ano passado e começou a temporada bem demais na Champions ficando em 1º no grupo do Real Madrid e Manchester City e manteve o nível durante as fases seguintes, sempre organizado, rápido e com muita força ofensiva. O Málaga também fez um boa Liga dos Campeões e foi muito longe a meu ver, até acho um time bom, mas não apostei na sua classificação para as semi, fez história em sua primeira participação.

O Barcelona, sem Messi, sofreu pra eliminar o PSG no Camp Nou, o time francês jogou muito bem, principalmente no primeiro tempo, mas o Barcelona ligou o Gameshark colocando Messi pra jogar, aí fica fácil. Brincadeiras à parte é inegável que Messi traz ao Barcelona um nível técnico maior, mas a sua maior importância no time é a confiança de seus companheiros e o medo dos seus adversários, ele não fez muita coisa nos pouco menos de 30 minutos que esteve em campo, iniciou a jogada do gol, mas não foi nada de extraordinário, só que a postura do time espanhol mudou, o Barcelona iniciou a partida errando demais, nervoso, o que não é comum de ver, Daniel Alves voltou a jogar a bolinha que vinha jogando, Iniesta errando passes, Xavi perdendo a bola com facilidade, era estranho, o PSG aproveitou e fez o primeiro com Pastore, aí Tito Vilanova resolveu que deveria colocar Messi, mesmo não estando 100% e o Barcelona mudou, não porque Messi foi genial ou algo do tipo, mas porque o Barcelona com ele em campo se acalmou, jogou como costuma jogar e empatou a partida com Pedro, após jogada iniciada por Messi e um passe de Villa, além disso o PSG passou a se amedrontar perante o Barcelona com Messi, até teve algumas chances de desempatar a partida, mas nada de muito perigoso. A patética regra do gol fora de casa novamente aparece, Barcelona e PSG haviam empatada em 2x2 em Paris e aparentemente esses 2 gols do Barcelona lá valem mais, seja lá porquê.

O jogo mais imprevisível da rodada, para mim, acabou sendo o mais fácil, o Bayern confirmou a excelente fase e despachou a Juventus com um duplo 2x0.

Pelas regras da competição todas as combinações são possíveis, não importa se os times são do mesmo país os jogos serão decididos por sorteio, diferente da Libertadores, por exemplo, onde se dois times do mesmo país chegarem às semifinais eles são obrigados a se enfrentar. O sorteio será na sexta-feira às 7h de Brasília e adianto aqui que gostaria muito de ver uma final alemã, mas um Real x Barcelona na final da maior competição do mundo seria, no mínimo, surreal.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Castigo

No momento em que Sandro Meira Ricci apitou para o início do clássico de ontem na Ilha, a confiança que eu tinha nos dias antecedentes ao jogo simplesmente sumiu. Passei a achar que um empate não era má idéia e, acreditem, isto não tinha nada a ver com o restrospecto recente do Náutico na casa do Sport ou por achar o time do Sport superior. O que ocasionou a falta de confiança? A escalação, pois constatei que tínhamos os seguintes problemas de última hora pra resolver.

- Ausência de Maranhão e entrada de Auremir: Perdemos nossa principal válvula de escape pelos lados do campo e mais uma vez Auremir entrou na lateral, continuando seu processo de fritura.
- Ausência de Jean Rolt e entrada de Luís Eduardo: Perdemos nosso melhor zagueiro e entramos com um zagueiro bastante meia boca no seu lugar. Além do fato de que o outro zagueiro (Alison) estava voltando de uma longa suspensão, sem ritmo de jogo.

Aí a pergunta, mas só isso fez tua confiança baixar? Sim, "só" isso. Essas duas importantes baixas aconteceram no dia do jogo, o Náutico entrou com uma defesa que não havia sido treinada durante a semana, ficou sem saída pelas laterais (Auremir e Douglas não são grandes apoiadores) e dependeria da fase iluminada de Rogério e Élton para arranjar alguma coisa na Ilha, além de torcer para que a má fase ofensiva do Sport continuasse.

Era torcer que uma coisa dessa acontecesse, até aconteceu, mas..

Apesar do futebol não ser uma ciência exata, depois de um tempo você já imagina como alguns jogos vão se desenrolar e o óbvio aconteceu. Toda bola aérea do Sport dava uma mini-parada cardíaca nos alvirrubros e o time não conseguia agredir porque os laterais não subiam bem, além do time mostrar mais uma vez uma lenta transição entre defesa e ataque.

Mesmo assim, mais uma vez o ataque mostrou eficiência, Rogério acertou um petardo da entrada da área e nos colocou na frente. Bastava torcer pra defesa não fazer merda, mas, em (mais uma) saída errada de Felipe do gol, Hugo logo empatou. Na medida do possível o Náutico foi segurando o Sport. Mancini corretamente tirou o opaco Vinícius Pacheco e colocou Marcus Vinícius que fez mais que VP no jogo inteiro. Deu um belo passe pra Rogério que driblou Magrão, mas chutou para fora e deu um chute perigoso de longe.

Eis que Alison saiu machucado, Martinez saiu cansado e Mancini simplesmente não teve o que fazer. Colocou o, cada vez mais sem confiança, Alemão e promoveu a estréia de Rodrigo Souto. Mesmo com tudo isso estavámos a 10 minutos de um empate, mas a cota de merda já tava prestes a estourar e estourou. Elicarlos (Porque logo tu, Eli?) optou por fazer uma proteção de bola num lance onde era só jogar a bola fora pra lateral, Lucas Lima tomou a bola e rolou para Felipe Azevedo acabar com o jogo.

Logo tu, Eli? =/

E agora? Para mim, a fase de testes do time acaba nesta quarta contra o Central em Caruaru. Depois disso, Mancini terá um bom tempo para treinar o time, a obrigação de definir de uma vez por todas seu esquema de jogo para a reta final do campeonato e corrigir os problemas que o Náutico tem, principalmente a lentidão na armação das jogadas. A partir do clássico contra o Santa, os erros de ontem não serão mais tolerados.

domingo, 17 de março de 2013

Virada rubro-negra!


Justiça. 

Essa palavra descreve bem o que foi o Clássico dos Clássicos hoje na Ilha do Retiro. O Sport conseguiu uma vitória importantíssima e merecida. Foi melhor durante grande parte dos 90 minutos de jogo, envolveu o, ainda, líder isolado do campeonato em todos os aspectos da partida e saiu premiado com uma vitória de virada.

O Sport começou a partida imprimindo seu ritmo como deveria ser, afinal jogava em casa, teve a chance de abrir o placar numa boa jogada do ataque leonino que terminou com um "peixinho de peito" de Rithelly para uma boa recuperação do goleiro alvirubro Felipe que tirou a bola em cima da linha. Alguns minutos depois, na primeira chegada ofensiva do clube alvirubro, Rogério recebeu na entrada da grande área e acertou um belo chute no ângulo direito de Magrão, que a meu ver poderia ter pegado a bola, mas enfim... 1x0 Náutico. Depois disso o Sport passou alguns minutos para assimilar o gol tomado, aquele velho apagão conhecido do time, mas para o bem do Leão a zaga vinha fazendo a sua parte e após alguns minutos de domínio da posse de bola para o Náutico e muitos erros ofensivos do Sport o rubro-negro voltou aos trilhos. Atacou, foi pra cima, enquanto lá atrás Gabriel, Maurício e Tobi seguraram muito bem as tentativas ofensivas do Náutico. O empate veio com um jogador que eu não quero mais ver jogando com a camisa rubro-negra, mas que eu tenho que admitir: jogou muito bem. Hugo, aproveitando o rebote numa cobrança de escanteio estufou as redes de Felipe. A torcida do Sport sentiu o coração parar no fim do primeiro tempo com uma cobrança de falta de Rogério que desviou na barreira e por muito pouco não engana Magrão.

No segundo tempo o Sport voltou jogando da mesma forma que terminou a primeira etapa. Criou várias chances de gols, mas esbarrava vezes nos próprios atacantes, vezes na zaga e no goleiro Felipe, mas não deixou de atacar nem deu espaços na defesa, foi o melhor jogo do sistema defensivo do Sport no ano sem sombra de dúvidas. O Náutico praticamente só levava perigo em bolas paradas, mas nada de muito agressivo. Felipe Azevedo acertou o travessão aos 15 minutos do 2º tempo em mais uma boa jogada do Leão. Depois disso Sérgio Guedes promoveu a entrada de Lucas Lima no lugar de Hugo, que saiu bastante aplaudido, o meio campo do Sport ganhou em velocidade e foi pra cima do Náutico de novo, até que Elicarlos foi desarmado por Lucas na ponta esquerda da área alvirubra, entrou na área e tocou voltando pra Felipe Azevedo que dessa vez não perdeu, virada rubro-negra e festa na Ilha. Daí pra frente o Sport se manteve calma, continuou não dando espaços e por pouco não amplia a vantagem com Mateus Lima. Fim de jogo na Ilha, Náutico continua líder, mas a diferença para o vice-líder Sport é de apenas 1 ponto.

No "segundo" teste de Sérgio Guedes ficou claro no jogo de hoje que o time respondeu muito melhor a ele do que a Vadão e não entro nem no mérito da motivação, mas taticamente o time foi bem melhor postado ofensivamente e principalmente defensivamente, o melhor do jogo para mim hoje foi Gabriel que ganhou todas de Elton, artilheiro do campeonato. A entrada de Cicinho deu mais força ofensiva para o Sport e a cobertura das subidas do lateral também foi muito bem feita por Gabriel e Rithelly. Não tem como apontar um jogador que foi mal porque o time como um todo jogou muito bem. Claro, ainda é muito cedo para dizer que o Sport terá sucesso com Guedes, mas já foi um começo.