O trajeto até a Arena começou de metrô, mais precisamente na estação Prazeres na linha sul às 17:05h. Por ser uma das primeiras estações, os vagões não estavam tão cheios. A medida que a estação Recife ia se aproximando, o vagão foi enchendo, mas nada de anormal. Ao chegarmos a estação Recife, os primeiros problemas: Escadas rolantes com largura pequena e tumulto na hora de entrar no vagão sentido Camaragibe, item este que não é culpa de organização e sim da falta de educação de algumas pessoas que forçam passagem.
Estação central do Recife: Tem muito o que melhorar e não é de hoje
Agora na linha norte, os vagões estavam completamente lotados, pois a oferta de metrôs não foi suficiente devido a quantidade torcedores para um jogo desse porte aliado ao horário de pico do transporte público (18h). Na chegada à estação Cosme e Damião, um problema grave. Só tinha uma opção de escadas e a largura MUITO pequena (não passava de 3 metros). Visto o fluxo de gente, este gargalo é algo muito perigoso e deve ser resolvido com urgência.
Logo a seguir, o grande acerto da mobilidade: Os ônibus que faziam o trajeto Metrô/Arena estavam em ótima quantidade e a espera não durou mais do que poucos minutos, além do fato de que era rápida a colocação das pulseiras para uso do transporte e as filas não eram grandes. O trajeto é curto, não mais que 10 minutos até a Arena. O ônibus pára cerca de 1km depois da Arena, resultando numa caminhada de 5 minutos que é feita numa via bem iluminada e organizada.
Sua linda!
Às 18:45h, finalmente chegamos a área externa da Arena. É difícil, mesmo pra quem conhece outros estádios imponentes no país, não se impressionar com a beleza da Arena. A Arena está bem sinalizada, conta com vários profissionais espalhados pelo entorno e eles estavam bastante solícitos/informados para ajudar, resultando numa entrada tranquila.
E ao entrar, a grande emoção do dia. Ver aquele tapete verde (sim, o gramado parece saído de alguma versão de FIFA ou PES) e as arquibancadas cheias de alvirrubros foi bastante emocionante. Literalmente caiu a ficha que lá é a nossa nova casa e que aquele momento significava o início de uma era. A atmosfera é sensacional, o setor inferior é BEM próximo ao campo, a visibilidade é perfeita, a iluminação idem, as cadeiras são confortáveis, a acústica é foda e eu juro que não fui pago pela Itaipava para escrever isso.
Certos momentos da vida, nada substitui um PUTA QUE PARIU!
Serviços de banheiro OK (nada de muito luxo, mas para quem já foi a qualquer estádio de PE significa que é muito, mas muito melhor do que qualquer um deles), mas as filas para a lanchonete estavam muito grandes. Para se ter ideia foi gasto 40 minutos ANTES do jogo para retirar 2 refrigerantes e 1 pipoca. Acredito que quando a Arena estiver a pleno funcionamento, este problema não deverá se repetir.
Na saída, a evacuação foi bem rápida. 15 minutos depois do apito final não tinha quase ninguém do lado de fora. Como não peguei o ônibus Arena/Metrô na volta, não vou avaliar o quesito, mas a julgar pela fila que eu vi, o acerto da ida parece não ter se repetido. Na volta pelo metrô, mais problemas. O vagão que eu vinha foi atingido por pedras que estouraram janelas e feriram algumas pessoas. Além disso, algumas estações já não dispunham de ônibus às 23h, o que tornou a volta mais complicada para muita gente.
O estádio está mais que aprovado, a mobilidade ainda está ruim e o policiamento pode ser melhorado, mas apesar dos problemas, o saldo de estreia da Arena foi positivo e se um dos objetivos desse jogo era fazer com que a torcida do Náutico se sentisse em casa, pode-se dizer que a Arena conseguiu. Agora é esperar pelos próximos capítulos que serão escritos nessa nova casa.














