Para o bem do futebol nenhuma das duas vagas na final do Campeonato Pernambucano 2013 foi preciso recorrer aos novos critérios de desempate. A Federação Pernambucana de Futebol resolveu inventar moda e utilizou como critério de desempate a quantidade de cartões vermelhos e amarelos além do famigerado sorteio para decidir a vaga, eu sinceramente não sei porquê os cartolas da FPF imaginaram que essas seriam formas mais justas de decidir uma classificação em detrimento da cobrança de pênaltis ou levar em consideração a classificação das equipes na primeira fase, quem fez a melhor campanha joga por dois resultados iguais.
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| É GOL!!! |
Vamos analisar primeiro a "regra dos cartões", segundo consta no regulamento havendo dois resultados iguais (dois empates iguais ou vitórias com mesmo saldo para ambos os lados nos dois jogos) o primeiro critério de desempate é o número de cartões vermelhos que cada clube recebeu no confronto, quem tiver menos cartões avança de fase, se ocorrer novo empate a vaga será de quem recebeu o menor número de cartões amarelos. Essa regra além de não ter lá muita justiça coloca uma pressão a mais no fraco quadro de árbitros do futebol pernambucano, era notório o medo/apreensão dos árbitros para dar cartões, não tinha nem 10 minutos de jogo e Martinez do Náutico deu uma entrada duríssima em Jefferson Maranhão, jogada essa que é determinação da FIFA que seja punida com amarelo (carrinho com as travas da chuteira pela frente) e da forma que foi cabia, e muito bem, um cartão vermelho, mas o juíz só deu a falta e isso foi só um exemplo. Faltas fazem parte do jogo, com essa regra aquela falta que o seu zagueiro fez para parar um contra-ataque pode valer tanto quanto o gol que ele recorreu à uma ação faltosa para evitar. "Ah, mas fazer falta é errado" É errado e, apesar de muitas vezes não ser, deve ser punida com uma advertência em campo, não uma perda de classificação.
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| BINGO! |
Para piorar tudo se houver empate no número de cartões vermelhos e amarelos a vaga será decidida num sorteio. ISSO! A classificação do seu clube pode depender da sorte. Quando eu fiquei sabendo dessa regra eu imaginei que os cartolas da FPF devem achar que pênalti é sorte (o que não é!) e já que é tudo sorte eles resolveram ganhar tempo com um sorteio ao invés de algumas cobranças de penalidades. Eu imagino o circo: o presidente da FPF entrando em campo com um globo de bingo para decidir quem vai para a final. Patético, não?
Felizmente não vimos isso nas semifinais do Pernambucano. O Sport passou do Ypiranga com duas vitórias, sem discussão. O Santa Cruz se classificou na regra dos gols fora, que eu repito: é outra idiotice, mas se classificou na bola, apesar da arbitragem desastrosa do Sr. Gilberto. Justo ou não (eu acho que o Náutico merecia se classificar, foi mais time nos dois jogos) pelo menos as classificações de Sport e Santa, que fazem a 3ª final consecutiva, se decidiram com a bola rolando. Pelo menos na final a FPF não inventou nada, teve essa novidade de terceira partida em caso de resultados iguais, mas isso eu não acho ruim.


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